Estou aqui : Para Bate-papo.
E aqui : para ouvir o que ouço.
E por fim ,porém não menos importante,aqui : para ver o que vejo.
E a quem se pergunta quando vou voltar a postar alguma série ,eu respondo: não sei.É que o tesão pela escrita está um pouco castrada. Então... Who knows tomorrow?
quarta-feira, 29 de julho de 2015
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Terror do Cotidiano,11: Heil Hitler,Heil Hitler!
A noite caíra por completo há mais
de uma hora. Max corrigindo a prova de história que aplicara naquela tarde,nem
vira o tempo passar de tão concentrado que estava.Olhou para o relógio em seu
pulso e de repente, lembrara-se do jantar comemorativo que teria com Eliza, sua
mulher. Iriam comemorar os cinco anos de casados. A prova era sobre a Segunda
Guerra Mundial. A prova que aplicara funcionara como uma espécie de análise
para ver se os alunos haviam apreendido direito. Ao seu ver, a maioria dos
estudantes haviam compreendido como a guerra surgira e seus efeitos quando essa acabara. Mas dentre todas as outras provas, uma em especial lhe chamara a
atenção:
Opine sobre as atrocidades ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial:
HITLER É O PODER. É A ESPECIE MAIS EVOLUÍDA DENTRE TODOS OS OUTROS
SERES HUMANOS.
JUDEUS , NEGROS E HOMOSSEXUAIS DEVEM SER EXTERMINADOS.
JUDEUS , NEGROS E HOMOSSEXUAIS DEVEM SER EXTERMINADOS.
Duas linhas escritas com caneta
vermelha em letras maiúsculas e nada mais.Anotou em seu diário de classe o nome do aluno
com o qual deveria conversar na manhã seguinte. No entanto, Max teve um estalo repentino e
inconsciente. Levantou da mesa, enfiando com pressa e de qualquer jeito as
provas corrigidas dentro duma pasta de couro preta e saiu da sala.
***
Fora até a sala da diretora. Ela
não estava lá .Pegou do telefone: ele estava mudo.
***
Max se lembrava com clareza as
palavras ditas por Hercovitch e seus amigos ,ao aluno novo,Isaac:
-O que esse judeuzinho de merda
faz aqui nesta escola? Como uma criatura como ele ousa manchar o chão que
pisamos?
E antes que Isaac desferisse um
soco na cara de Hercovitch,Max segura o
punho de Isaac:
-Vá para diretoria
imediatamente,Hercovitch!
-Mas,Max ele é um...
-Não me interessa o que ele é ou
seja,quero apenas que você vá para sala da diretora!Agora!
Hercovitch ,vermelho de raiva, marcha em direção a sala da diretora.
Isso foi naquele mesmo dia em que aplicara a prova.
Isso foi naquele mesmo dia em que aplicara a prova.
***
Parou em frente ao laboratório da
escola.As luzes estavam acessas. Estranhou ,pois os únicos que ainda estavam na escola (pelo menos era o que pensava) eram ele e a diretora.Olhou pela janelinha quadrangular da porta e não acreditara no que os
seus olhos viram: o menino Isaac preso a uma maca,debatendo-se tentando livrar-se
das amarras que o prendiam,seus gritos eram abafados por um pano posto em sua
boca.
Ao lado dele estava, Hercorvitch
e seus amigos , vestidos de branco.
Max tentou ligar para polícia só
que o seu celular não estava no bolso.Procurou na pasta e nada também.
Súbito, as vozes desafinadas dos
garotos que carregavam em sim a inocência da infância e maldade adulta, começam
a proferir:
-Heil Hitler!Heil Hitler!Heil Hitler!Heil
Hitler!
E a cena que o chocara e que iria
lhe perturbar por todo o resto da vida ,se sucede:
A diretora travestida de nazista ( mas parecia um cosplayer de Adolf)
aproximou-se dos garotos e disse:
-Purifique este ser impudico!
Max não conseguiu entender muito
bem como a diretora aparecera ali. Alias ,não entendia a sucessão de fatos que ali assistia.
Hercorvitch empunhou um tubo de ensaio e o exibiu por um instante no ar como se ostentasse um estandarte nazista. Vascolejava o liquido do recepcionante, como se houvesse algo de precioso nele,algo mistico ,algo que contivesse o segredo entre a vida e a morte. Isaac observava
tudo como uma mosca indefesa enredada na armadilha mortal de uma aranha faminta.
Gritou ,uma. Gritou ,duas.
Gritou,três. Contudo,gritou mais ainda quando o jovem Andrei Hercovitch lhe derrubara no rosto, sem hesitar , acido sulfúrico.
Max gritou em agonia lancinante, num desespero quase louco em ver o aluno agonizar a se remexer no leito. Tentara arrombar a porta ,mas antes que conseguisse mãos frias e enluvadas de branco taparam a sua boca.
Para ler a estória anterior a essa clique aqui!
Max gritou em agonia lancinante, num desespero quase louco em ver o aluno agonizar a se remexer no leito. Tentara arrombar a porta ,mas antes que conseguisse mãos frias e enluvadas de branco taparam a sua boca.
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terça-feira, 25 de novembro de 2014
Terror do Cotidiano, 10 : Acumuladora
Acumulava,
pois me sentia vazia por dentro e por fora. Então para preencher tal vazio eu
acumulava, revistas e jornais. Já era conhecida na vizinhança por passar em
frente às casas, indo aos montes de lixos assentados nas calçadas, em busca de
revistas e jornais de hoje e ontem.
Nenhum de meus vizinhos falava comigo,
pois eu os evitava. Eram hipócritas. Falavam de mim pelas costas, afastavam-se
de mim quando transitava na mesma calçada ou rua como se fosse uma espécie de
diabo. As crianças destes, crentes no que os pais narravam sobre mim,
fugiam terrificadas.Havia aquelas mais ousadas quais lançavam pedras em direção
ao meu telhado ou miravam o vidro de minha janela.
Aquilo tudo só me aumentava o buraco
que sentia em meu âmago.
Tinha de acumular, tinha de acumular,
tinha de acumular, tinha de acumular, tinha de acumular, tinha de...
Quanto mais o tempo passava, mais eu
acumulava. Era como se um buraco negro existisse dentro de mim. Um poço sem
fundo. Enquanto, atulhava minha casa com essas coisas, fingia que não notava
que o espaço dela diminuía cada vez mais. A casa estava ficando inabitável,
contudo, eu continuava vazia.
Certa noite, subo ao segundo andar de
minha casa para guardar umas revistas que recém coletara.Desço e vou me deitar na
sala: único lugar ainda possível. Fecho os olhos e sinto o vazio
percorrer todo o corpo. De repente, ouço um estalo fortíssimo vindo do alto
e....
Para ler o conto anterior anterior a esse clique aqui!
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sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Terror do Cotidiano 9 : O Porão
-Tem certeza absoluta que você trancou a porta do
porão?—perguntou Elisabeth.
-Sim, tranquei querida— respondera Michael marido de
Elisabeth.
Estavam no corredor da casa onde dava para o porão. A pouca
luz do corredor dava a feição de seus rostos algo quase inumano...
***
-Michael?Michael?— chamou Elisabeth, cutucando o marido na
cama.
-O que foi?—respondeu ainda sonolento,abrindo uma tenebrosa
boca de dentes de ouro num formato de Ó.
-A policia está aí...
***
-Desculpe o incomodo a essa hora da noite, mas é que
recebemos a denuncia de gritos vindo de sua casa, então tivemos de verificar...
O policial revirara a casa inteira em busca de algo. Porém,
não encontrara nada. Despedira-se do casal desculpando-se.
-Desculpe mais uma vez o incomodo...
-Imagine....— respondera Elisabeth fechando logo após a porta.
Em seguida, Elisabeth e Michael abriram a porta, acenderam
as luzes e começaram a descer a escada do sótão.
Charles estava num canto do sótão encolhido como uma pomba
ferida tentando dum gato.
-Quem mandou você gritar Charles?—gritara Elisabeth
segurando com a tremula mão da direita o que parecia ser um chicote...
Charles se encolhera ao fundo do sombrio porão como um rato, que recua ao se deparar com um gato.
Para ler a estória anterior a essa ,basta clicar aqui!
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sábado, 15 de novembro de 2014
Terror do Cotidiano 8 : A Viscondessa
I
Ligou
para Tereza. Disse que ela reunisse seus melhores amigos,pois tinha algo a lhes
contar.
II
Casa
de Tereza.
Estavam na sala: ele,Tereza, Humberto(amigo de Tereza) e Mariana(também amiga de Tereza).
Estavam na sala: ele,Tereza, Humberto(amigo de Tereza) e Mariana(também amiga de Tereza).
Jogavam
conversa fora,no entanto, Tereza sabia que algo estava acontecendo...
III
Já
anoitecera quando Tereza pergunta:
-
Cadê ele?
-
Deve estar no banheiro...
-
Nossa esse banheiro fica aonde Mariana? Em Neverland? –respondera Humberto.
Tereza cai na risada. Mas continuava nervosa e com aquela sensação de que algo
estava prestes a acontecer...
IV
Ele voltou a sala escondendo algo atrás
das costas. Todos observavam atentos. Não era aniversário de nenhum dos presentes ali.
-
Tenho um presente pra você ,Tereza— disse Tirando o que escondia: um sabre.
Desembainhou
a arma branca cravejada de pedras preciosas e degolou Tereza.
V
Um
banho de sangue. O corpo da Tereza parecia uma fonte interminável de sangue.
Mariana
gritou,gritou,gritou...
Humberto,
em choque tentou deter ele, mas ele fugira.
Para ler a estória anterior a essa basta clicar aqui!
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Terror do Cotidiano 7 : Eleonor e as Raposas
Eleonor sabia que se eles continuassem a desmatar a situação só iria
piorar. Para que construir mais hotéis naquela cidade? Para quê?
Ao anoitecer entabulara uma conversa com o prefeito da cidade. Em um jantar a luz de
velas e ao som de harmoniosos violinos ao fundo.
-Então, bióloga o que você deseja?
-Desejo que você pare de desmatar, Joe...
Joe olhou para bióloga brasileira com ternura. Não deveriam ter se
separado. Eleonor era uma ótima esposa.Porém,muito extremista quando o assunto
era ecologia.
-Infelizmente, não o posso fazer querida... —disse ele levando a mão na
de Eleonor como se fosse uma serpente,mas Eleonor se esquiva pegando a taça de
vinho tinto.—O projeto que estamos a realizar só traria benefícios para cidade.
-Então essa é a sua palavra final, não é?—perguntou ela encarando-o.
Joe anui a cabeça.
Desmataram o resto da floresta. Construíram em seu lugar vários hotéis
de luxo. Os animais amedrontados e famintos fugiram para o local mais próximo
onde encontrariam comida e água facilmente.
A cidade.
A cidade.
Raposas dominavam as ruas. Algumas chegaram atacar crianças. Os pais e
filhos acossados mantinham-se ilhados em suas casas.
Casa do prefeito: noite, uivos altos e raivosos. Soubera da invasão
de raposas na cidade, contudo, estivera tranqüilo até agora já que onde morava
seria impossível delas invadirem.
Levantou-se. E pôs-se a observar da janela de seu quarto.
Eleonor estava nua e ao seu raposas e outros animais observavam Joe com olhos
cintilantes.
Para ler a estória anterior a essa ,clique aqui!
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Terror do Cotidiano 6 : O Autômato
Ele olhou a máquina se mover. Era exatamente como ela. Aproximou-se e a
encarou. Pode resgatar lá no fundo vítreo e obscuro de seus olhos, algo que
rememorasse a Moira. Não sabia o que era.Na verdade, sabia,contudo,não
conseguiria exprimir em sentença.
Tocou a pele emborrachada e fria. E a beijou ternamente.
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